terça-feira, 25 de maio de 2010

Música clássica em Campos do Jordão

Música clássica ou música erudita é o nome dado à principal variedade de música produzida ou enraizada nas tradições da música secular e litúrgica ocidental, que abrange um período amplo que vai aproximadamente do século IX até o presente, e segue cânones preestabelecidos no decorrer da história da música. As normas centrais desta tradição foram codificadas entre 1550 e 1900, intervalo de tempo conhecido como o período da prática comum.

Segundo o Dicionário Grove de Música, música erudita é música que é fruto da erudição e não das práticas folclóricas e populares. O termo é aplicado a toda uma variedade de músicas de diferentes culturas, e que é usado para indicar qualquer música que não pertença às tradições folclóricas ou populares.

A música europeia distingue-se de outras formas de música, não-europeias ou populares, principalmente, por seu sistema de notação em partituras, em uso desde o século XVI.

O sistema ocidental de partituras é utilizado pelos compositores para prescrever, a quem executa a obra, a altura, a velocidade, a métrica, o ritmo e a exata maneira de se executar uma peça musical. Isto deixa menos espaço para práticas como a improvisação e a ornamentação ad libitum, que são ouvidas frequentemente em músicas não europeias (ver música clássica da Índia e música tradicional japonesa) e populares.[4][5] O gosto do público pela apreciação da música formal deste gênero vem entrando em declínio desde o fim do século XX, marcadamente nos países anglófonos. Este período viu a música clássica ficar para trás do imenso sucesso comercial da música popular, embora o número de CDs vendidos não seja o único indicador da popularidade do gênero. Oposto aos termos música popular, música folclórica ou música oriental, o termo "música clássica" abrange uma série de estilos musicais, desde intricadas técnicas composicionais (como a fuga) até simples entretenimento (operetas).

O termo só apareceu originalmente no início do século XIX, numa tentativa de se "canonizar" o período que vai de Bach até Beethoven como uma era de ouro.

Na língua inglesa, a primeira referência ao termo foi registrada pelo Oxford English Dictionary, em cerca de 1836.

Hoje em dia, o termo "clássico" aplica-se aos dois usos: "música clássica" no sentido que alude à música escrita "modelar," "exemplar," ou seja, "de mais alta qualidade", e, stricto sensu, para se referir à música do classicismo, que abrange o final do século XVIII e parte do século XIX.

Campos do Jordão é no Incampos.com

Inverno 2010 - Muita balada e frio para este ano!

O inverno, aconchegante por natureza em Campos do Jordão, ganha uma dose a mais de glamour no mês de julho, quando acontece o Festival de Inverno. O evento de música erudita, que teve início em 1969, não para de crescer, atraindo instrumentistas renomados do Brasil e do exterior. A vasta programação inclui ainda oficinas para jovens músicos.

O palco principal da festa é o Auditório Cláudio Santoro, onde já se apresentaram orquestras de diversos países. O evento, entretanto, vem espalhando-se pela cidade através da exibição de espetáculos alternativos e gratuitos na Praça Capivari e no Palácio Boa Vista, além de igrejas e espaços culturais. Na onda do festival, eventos paralelos incrementam a agenda de Campos de Jordão e reúnem não apenas os fãs de música clássica, mas também os amantes do pop, do rock e das batidas eletrônicas.

Dois mil candidados para o festival de inverno de Campos do Jordão

Foram mais de mil candidatos a bolsistas para participar do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Desse total, foram selecionados 146 jovens, entre 14 e 28 anos, que têm até o próximo dia 21 de maio para fazer sua matrícula pelo site do Festival [veja aqui os nomes aprovados].

Durante as audições, que ocorreram nos dias 9, 10 e 11 de abril, a Tom Jobim EMESP ficou bastante movimentada, com candidatos vindos de cidades do interior como Tatuí, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Campos do Jordão, além de São Paulo e de várias capitais do país como Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro e Florianópolis.



Daniel de Souza, 22 anos, morador do Rio de Janeiro e estudante de trompa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) teve seu nome aprovado entre os bolsistas. Para ele, é bom poder participar do Festival pela primeira vez. 'Os professores são top, do primeiro time, e a gente vai poder conhecer gente de fora e trocar experiências.' Paula Pires, 21 anos, de São Paulo, estudante de clarinete da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que participou do Festival no ano passado, também aprovada, concorda com Daniel.'Acho o melhor festival de todos, o clima é gostoso, os professores são incríveis, tem um nível muito alto, e estudar lá é uma sensação muito boa', comenta.



Para Diego Silva, 26 anos, que estuda viola no Rio de Janeiro e tem seu nome entre os aprovados, participar do Festival como bolsista é a realização de um sonho. 'Sempre tive vontade, mas nunca oportunidade. Trabalho muito e agora faço o bacharelado na Federal do Rio [UFRJ], então estar lá é uma oportunidade de concentrarAlém dos pleiteantes, quase uma centena de professores formaram as bancas das audições. Vários elogiaram a qualidade dos candidatos. Nelson Rios, professor de violino e integrante do Quarteto da Cidade de São Paulo, destacou a grande quantidade de candidatos. Foram 140 para 30 vagas. Recebemos CDs de diversas localidades do Brasil e do exterior. Teve uma canadense muito boa e vários candidatos da Argentina, além de um do Havai. Mas foi tudo tranquilo, o nível estava bom, vamos formar um bom time.

Para Renato Bandel, coordenador artístico-pedagógico do Festival e da Tom Jobim EMESP as bancas estavam bastante exigentes e os candidatos corresponderam. No violão tínhamos 16 vagas e foi difícil a seleção porque eram mais de 16 bons candidatos. O cello, também, eram dez vagas e os bons candidatos ultrapassavam o número de vagas, lembra.

Segundo Renato, o corpo docente é que atrai os alunos. Nesta edição teremos professores do nível do primeiro contrabaixo da Orquestra de Viena ou de professores do Conservatório de Paris e da Escola Superior de Música de Colônia.


Vagas remanescentes

Para completar as 170 vagas disponíveis e para selecionar suplências remanescentes, a coordenação do Festival reabriu as inscrições entre os dias 26 de abril e 7 de maio, com provas marcadas para o dia 23 de maio, também na Tom Jobim EMESP. Mais informações sobre os bolsistas e a organização do maior evento de música erudita da America Latina, acesse www.festivalcamposdojordao.org.br

Veja como se hospedar em campos do Jordão - www.camposdojordao.inf.br


Festival de Inverno de Campos do Jordão 2010

Quatro semanas de duração; 170 bolsistas; 60 professores brasileiros e estrangeiros; mais de 80 concertos, distribuídos entre São Paulo e Campos do Jordão; nove concertos com a Osesp; presença da Orquestra Sinfônica Brasileira com Roberto Minczuk, Filarmônica de Minas Gerais com Fábio Mechetti, Sinfônica Municipal de São Paulo; e atrações internacionais, com destaque para o inédito duo Antonio Meneses-Maria João Pires e o violinista francês Gilles Apap. O custo dessa ampliação fez o orçamento do Festival de Inverno de Campos do Jordão, que se realizará entre 3 de junho e 1.º de agosto, subir dos R$ 5,3 milhões no ano passado para R$ 6,5 milhões. Desse volume, 60% vão para a parte pedagógica e o restante para a programação de concertos.

O perfil conceitual do mais tradicional festival dedicado à música clássica na América Latina também se altera. Em sua 41.ª edição, adota o mote "A Música e Seus Diálogos", para abranger todos os períodos históricos da criação musical. "Os diálogos se abrem entre períodos e estilos, tradições e culturas, a música e outras artes; a música clássica e romântica mantêm sua forte presença", nas palavras da dupla responsável pelo evento - Paulo Zuben na direção executiva e Silvio Ferraz na direção pedagógica.

Na programação artística, a ideia é retomar o modelo que Eleazar de Carvalho praticou desde 1973. Ou seja, concertos de apelo para o público e com grandes atrações. Assim, brilharão estrelas como Antonio Meneses e a pianista Maria João Pires; a Akademie für Alte Musik de Berlim, o grupo francês Les Musiciens de Saint-Julien e o trio La Gaia Scienza, liderado por Paolo Beschi, todos muito inventivos na prática da música antiga com instrumentos de época; o Quarteto de cordas Arditti, paradigma na música contemporânea, que conta com o brasileiro Ralf Ehlers na viola. Todos eles, além do Quarteto Cidade de São Paulo, atuarão como grupos residentes do Festival, darão aulas e se apresentarão em concertos.

Outros brasileiros são os pianistas Nelson Freire, Caio Pagano, Arnaldo Cohen e Cristina Ortiz, encarregados dos tributos a Chopin e Schumann; o violinista Luiz Otávio Santos e o cravista Nicolau de Figueiredo, eméritos especialistas em música antiga; e o duo de piano e percussão de Paulo Guimarães Álvares e Eduardo Leandro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Programação

Abertura - Concerto da Osesp regida por Carlos Kalmar e solos do flautista Emanuel Pahud.

Cristina Ortiz - A pianista faz o recital Scherzades, dedicado às quatro baladas e aos quatro Scherzi de Chopin, intercalados.

Nelson Freire - O pianista faz recital dedicado a Schumann e toca ainda o monumental Concerto n.º 2 de Brahms com a Filarmônica de Minas Gerais regida pelo maestro Fábio Mechetti. A lista de solistas convidados desta edição inclui ainda o violinista francês Gilles Apap.

Duos - Maria João Pires e Antonio Meneses; Paulo Guimarães Álvares e Eduardo Leandro; Luis Otávio Santos e Alessandro Santoro; Dimos Goudarolis e Nicolau Figueiredo.

Conjuntos residentes - Além da Osesp, visitam Campos o Quarteto Arditti, a Akademie für Alte Musik, de Berlim, o Akamus e a Camerata Aberta, entre outros grupos.

Mahler - Regida por Roberto Minczuk, a Orquestra Sinfônica Brasileira interpreta a Terceira Sinfonia; e, com Jamil Maluf, a Orquestra Experimental de Repertório toca o ciclo de canções Des Knaben Wunderhorn.

Veja mais informações aqui: Campos do Jordão